segunda-feira, 30 de maio de 2011

Charlie em - Postura de deprimido.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O altar com as cabeças do bando de Lampião



Frederico Pernambucano de Mello, no seu livro Guerreiros do Sol, faz uma belíssima análise do movimento do cangaço no Brasil. Esse movimento social acabou de forma bastante violenta e é rara a exibição de poder do Estado como a que houve com relação aos cangaceiros mortos. A imagem acima é bastante eloquente. Um altar praticamente: como interpretar essa estética macabra?

Para Freud, a cabeça cortada pode ser considerada muitas vezes um símbolo da castração. Seu texto sobre a cabeça da Medusa deixa isso bem claro. Talvez, esse caminho seja adequado aqui… Expor a castração, tão “viva”, tão possível, dessa forma horrenda é mesmo uma maneira de petrificar o outro, de assombrá-lo com a possibilidade de uma morte terrível e iminente.

Mas, o que eu gostaria de comentar aqui é o caráter de ficção, de arranjo, de produção artística, dessa cena. Reparem nas máquinas de costura no alto, ao fundo. Reparem nos chapéus, quase como outras cabeças…

Poderíamos tentar traçar a genealogia desse desejo do Estado mostrar seu poder dessa forma, criando uma ficção de poder ilimitado e castrador. Quando é que isso começa a ser recalcado? Afinal, seria absurdo pensar, hoje, numa cena como essa, num Estado Democrático de Direito. Nem na guerra, talvez, esse requinte sádico seria tolerado pela sociedade civil.

É uma questão importante saber se se trata de recalcamento apenas dessas imagens, ou se há também um necessário recalcamento dessa violência estatal… Não é raro, infelizmente, no Brasil, episódios como o do Carandiru ou o de Eldorado Carajás. Mas, o tratamento “estético” dado a esses eventos é completamente diferente. Quando isso começa a mudar? Por quê?

FABIO BELO


" Atualmente há meios que Barrem esse Outro que impõe e logo devassa. Podemos citar nessa função Os Direitos Humanos, que talvez traga um contra ponto à uma análise interpretativa dos fenômenos sociais. Entretanto mesmo assim esse ímpeto "Don Sarny" encontra meios de se fazer presente pela atuação ambígua das forças Policiais e por outros meios do Estado."


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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Você quer o que você Deseja?



Foram nove horas de conversa, com pequenas pausas de silêncios, sentados na varanda soltos em cadeiras com base de ferro e plástico que fazia o elo entre as estruturas. Era casa de fundo modesta na medida para se viver. Na frente grama e uma praça pública. Eram rodeados pelo silêncio e alguns momentos por sons de carro. Ambos de amizade longa, 25 anos. E a cabo disso parecidos, irmãos de alma.

No início foram lamentações do amigo e logo se pode notar que era a vida pedindo espaço, em meio a gritos, ordens, consignas impostas por algum Outro que se faz e desfaz no vento. O principio de tudo foi à ocupação de um cargo estimado pela sociedade, um cargo público, todos falavam a ele de boca cheia que era o seu futuro e assim estava garantido. Ele que nunca teve alma destinada às cobiças capitais, bem como as ditas felicidades modernas se estranha, pede socorro.

Destaco um ponto da conversa que trata do gerente do Banco, que encarna esse papel todos os minutos, horas, dias, semanas... E com de praxe tira férias em Salvador com sua família, esposa e filhos, esses que estudam em colégio particular e fazem curso de inglês, preparando-os para as exigências do mercado, mais um parafuso na engrenagem. Ele se joga em meio as esses clichês sem amenos se questionar sua relação a isso. Vive uma historia imposta e faz dela sua estória. O gerente realmente acredita ser o gerente. Falta apenas seu rosto estampado na Caras cortando vegetais coloridos e um cão labrador bege correndo perto da piscina de sua casa, isso sim é a dita felicidade.

E nós sentados na varanda, o sol se pondo e uma certeza - De que aquela simples casa e nossa consciência era o suficiente para o hoje, amanhã e depois.


-Segue o escrito, de outra forma....


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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pulsões Parciais


Parece-me típico do sujeito usar seus objetos e depois deixá-los, sendo eles o que forem semblantes, roupas, carros, etc... Em relacionamentos isso já não é tão possível, então se cria

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Qual a importância da Familia?

Essa é uma questão aberta, que deixo livre para quem lê o Blog responder por meio dos comentários e por fim faremos um debate na medida do possível, fiquem a vontade...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

HaiKai

A noite traz o vento
nuvens escondem a lua
depois a chuva.





No céu
uma estrela brilha
mais que a cidade





Na noite o céu marrom
o vento passa o tempo todo
cantando entre os galhos o seu tom, saudade


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