sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Um ensaio ao Sintoma - Sinthoma


De tantos
sem querer
acabei querendo
minha fallha.

Pois cortar os próprios defeitos
Pode ser perigoso
Nunca se sabe qual é
O defeito que sustenta o edifício todo.
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Uma falta, uma falha são o que move. Diante disso pode aparecer o sintoma. A relação que o sujeito faz com o sintoma é entendida por Lacan em dois momentos de sua obra, no primeiro é chamado de sintoma e no segundo e último é conhecido por sinthoma. Um dos caminhos que se percorre em análise é do sintoma ao sinthoma, ou seja, o que se anuncia no sintoma (a relação com o fantasma) no inicio de uma analise reflete no sinthoma que pode ser considerado como o resultado de uma análise, pois será o que privilegia o gozo, o real e o incurável. Faz todo sentido quando Lacan diz que devemos amar o sintoma, pois é o que temos de mais nobre e de mais singular.
Por tanto você gostaria de tomar Isso?
– “Sim Thomo.”

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A intimidade entre poeta e Psicanálise


Meus poemas histéricos

não aceitam o não

Eu obsessiva

finjo que não quero

Eu tento ser sincera

mas eles continuam

fazendo mistério

Tentamos de tudo

Terapia em grupo

Concretismo

Monastério

Eu não aguento

mas nem com reza braba

meus poemas me levam á sério


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Estrela Leminski
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

O inevitável no meio do caminho


No meio do caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas.


Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
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Quanto a inevitável Pedra no meio do caminho qual a sua escolha? Você fingi que não existe? Você a joga em outra pessoa? Você esmurra a Pedra? Corre dela? Chora? Sente-se injustiçado ou cria algo? Enfim, qual é a sua escolha frente a castração?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma boa análise pode lhe proporcionar um Bom Dia


Bom Dia

Pequenas Moléculas
de conciência na
Luz

do

Sol.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Tristeza não tem fim objeto a sim?

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

Afelicidade é uma valiosa questão no campo da Psicanálise, quem sabe pela mesma questão que seja na vida do indivíduo. Evidente que há uma importância nesse sentimento e a saúde do homem. Felicidade se vincula ao gozo, algo que é eterno enquanto dura, e enquanto dura é boca, é pele, é mão,.... por fim é Pulsão que cada qual a encontra na sua subjetividade. Lembrando que a noção de gozo se faz apenas na redução do Outro ao outro, ficando o Outro reconhecido pelo seu resto - objeto a. Sendo inserida assim a noção de falta. Quem sabe - apenas goza quem sabe que realmente perdeu e assim camarada Vinicius de Moraes, se admita que a felicidade de leve oscila, pode ser breve, é linda, deve ser bem cuidada, e que a vida não tem remédio. Porém isso parece passar longe quando se fala nos últimos anos. Esse ressaltado "a" dito acima, chamado de pequeno "a", objeto "a", parece que não chega a ser vivenciado como uma favorável simbolização no individuo. É bem provável que pessoas assim não sabem se querem o que desejam. E talvez apliquem em suas vidas o "sem limite", ou seja, um desenfreado uso e consumo na beleza, na Internet, na segurança, na alimentação, cosméticos, remédios, remédios, remédios, estética, ............ .Um 'jogar-se no vazio'. Quase um fim do estruturante objeto a.

sábado, 1 de agosto de 2009

Um ensaio sobre a Felicidade (Felicidade Clandestina)


Dor é vida exacerbada. Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz.
Clarice Lispector__

sábado, 11 de julho de 2009

O que motiva?

Algo é tocado pela universalidade da Arte; uma ponte ao palco do Real, que ao subir das cortinas revelam-se os dramas de nossas almas. Há uma transparência da necessidade dos povos em consumir a sua arte, sejam elas em suas singularidades, ou não. Essa necessidade vem do próprio caminho individual e sua relação com a Cultura, que se faz em uma resposta pulsional ao metodismo – sistemático dos dois últimos séculos, no qual não há um investimento na alma e na profundidade do íntimo de cada um. Um mau estar na civilização. A arte é um mistério, mas ela em sí não tem mistérios, seu caminho parece de mistificações, mas como diz Freud; as mistificações são produtos do inconsciente. E como diz Lacan; quem fala quer dizer algo, produto do inconsciente. Quem sabe seja por isso que os povos amem as suas artes e os seus poetas, pois falam de uma forma diferente e necessária da Alma humana, algo é tocado. E para abrir esse Blog nada sucinto como a excrecência ornamental: